Em 25 anos, ruas dos bairros Universal e São José nunca foram recapeadas

Os moradores do Jardim Universal e São José, respectivamente Zona Oeste e Região Sudoeste de Araraquara, reclamam da situação do pavimento das ruas e avenidas dos bairros. A reportagem da Tribuna Impressa e do Araraquara. com fez ronda pelos locais e constatou a péssima situação do asfaltamento, feito há 25 anos e que nunca recebeu recapeamento. A Secretaria de Obras admite o problema e promete atuar nas piores vias dos bairros em até 60 dias.

No Jardim Universal, uma sequência de buracos toma conta do cruzamento da Rua Doutor Cristiano Infante Vieira com a Avenida Paulino Rodella. A água que corre das casas para nas crateras, podendo tornar-se criadouros do mosquito Aedes aegypiti, transmissor da dengue.

A alguns quarteirões dali, na esquina da Rua Nelson Sotrati com a Avenida Cônego Aldomiro Storniollo, outra surpresa. O asfalto em volta de um bueiro cedeu e todo o dispositivo do poço de visitação de esgoto afundou. O buraco tem um metro e meio de profundidade e vizinhos sinalizam o perigo com galhos secos.

A dona de casa Ana Felício, de 57 anos, conta que o buraco foi formado há vários dias. "Eu já quebrei a roda do carro ali e ninguém pagou. Será que quando alguém se machucar, vão vir aqui resolver?", questiona.

O problema do asfaltamento do bairro, segundo ela, é antigo. "Isso vem de muito tempo e precisa ser arrumado com urgência. Pedi ao prefeito em reunião do bairro, mas até agora nada", desabafa.
São José
No São José, a situação é ainda pior. O bairro é um dos mais antigos da cidade e nunca recebeu nova pavimentação. Várias vias contam com remendos e buracos tapados que causam ondulação no asfalto. Em outras ruas, as crateras passam de 1,5 metro de comprimento e quase emendam umas nas outras.

A aposentada Alzira Aparecida de Souza, 72, conta que um dos piores trechos fica na Avenida Antonio de Pádua Correa, entre as Ruas Pedro Álvares Cabral e Comendador Pedro Morganti. Ela mora na região há 42 anos. "Ali está horrível. Eu tinha uma filha cadeirante e voltávamos da igreja à noite e quase caímos nos buracos várias vezes", lembra.

Mais adiante, na Avenida Francisco Sampaio Peixoto, o asfalto virou pedras soltas. Britas gigantes amontoadas escondem grandes buracos. "Façam alguma coisa por nós", diz um morador sem se identificar.

Alzira conta que várias reclamações já foram feitas na Prefeitura, mas nenhuma resposta foi obtida. "O pessoal reclamava, sobretudo, por conta da minha filha, já que quase fomos atropeladas. Como diz minha vizinha, foi colocada uma ‘massa de pé de moleque’ e ficou por isso mesmo, mas é uma rua muito movimentada e precisa ser feito de novo."

Secretário admite problema e promete solução em dois meses
O secretário de Obras, Valter Rozatto, explica que o asfaltamento desses bairros é muito antigo. "Estou aqui há quase 30 anos e esse asfalto tem praticamente essa idade. A malha viária ficou muito defasada e agora corremos atrás deste prejuízo, pois era visada apenas a pavimentação em bairros novos", ressalta.

A manutenção, de acordo com o secretário, ficou para trás. "Isso está explodindo hoje. Algumas vias não aguentam sequer um chuvisqueiro ou tráfego mais intenso."

Para reparar o problema, Rozatto diz que três equipes de recapeamento trabalham na cidade, junto com outras quatro que fazem o serviço de tapa-buracos. "Os problemas não são só destes bairros e temos um cronograma. Cada equipe tapa de 50 a 60 buracos por dia", lembra.

O secretário diz que o Jardim Universal está na pauta de recapeamento. "É uma obra de custo elevado. Gastamos de R$ 15 mil a R$ 20 mil por quarteirão e não pode ser cobrado da população. Dependemos de recursos estaduais e federais para acelerar isso."

Mesmo assim, Rozatto garante colocar fôlego para recuperar as vias mostradas pela reportagem. "Dentro de até 60 dias vamos mandar uma equipe, que o prefeito já autorizou ser itinerante, para começarmos a melhorar a situação do São José", conclui.


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