Alemão que fez sexo com filha por 3 décadas é condenado a 3 anos

O alemão identificado como Adolf B em tribunal de Nuremberg, na segunda (19) (Foto: AP)
O alemão identificado como Adolf B em tribunal de Nuremberg, na segunda (19) (Foto: AP)
Um alemão que manteve uma relação incestuosa com a filha e teve três filhos com ela durante mais de três décadas foi condenado a menos de três anos de prisão por um tribunal de Nuremberg, informa o tabloide inglês “Daily Mail”.

De acordo com o diário, o juiz decidiu que Adolf B., como foi identificado o alemão de 69 anos, não pode ser considerado estuprador porque a relação teria sido “consensual”. A sentença revoltou grupos de direitos humanos e proteção à infância.

O homem era acusado de manter relações sexuais com a filha desde que ela tinha 12 anos. A promotoria também o acusava que ameaçar a esposa e os filhos a silenciarem sobre o caso. Os promotores haviam pedido uma pena de 14 anos.

Mas o juiz retirou a acusação de estupro, argumentando que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações, e o sentenciou a dois anos e oito meses de prisão por incesto.

Adolf B ganhou na mídia alemã o apelido de “Fritzl alemão”, em referência ao austríaco Josef Fritzl, condenado por manter uma relação com a filha por 24 anos e ter tido seis filhos com ela.

A filha de Adolf B, agora com 46 anos, teve três filhos do próprio pai, dois deles morreram.

“Ela gostava”, disse o alemão, segundo o “Daily Mail”, sobre a relação com a filha Renate. A filha disse à corte que ela a ameaçava de morte se contasse sobre a relação a alguém.

Segundo o jornal, a mulher vivia com a família, junto com a mãe e irmãos em Willmersbach, próximo a Nuremberg. No seu depoimento, ela conta que toda a família era submetida a uma rotina de agressão e medo, o que o pai nega.

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