Segundo o levantamento, no mês passado, Matão teve 3.761 contratações e 960 desligamentos entre os setores da indústria, serviço industrial de utilidade pública, construção civil, serviços, administração pública e pecuária. Mas o setor que elevou a conta foi a agropecuária — somente em maio, registrou um saldo de 2.079 postos de trabalho.
A variação de empregabilidade em Matão também foi a maior da região, chegando a 11,99% em maio com relação a abril. O saldo é 22% maior que o registrado em maio do ano passado, quando 3.095 pessoas foram admitidas e 907 desligadas, resultando em 2.188 novos postos de emprego.
Safra de laranja
O bom desempenho da cidade durante o último mês deve-se ao início das contratações para a safra da laranja. A cadeia de produção citrícola movimenta não apenas o setor agropecuário, como também a indústria de transformação, já que a contratação abrange todas as etapas do processo de transformação da laranja em suco, que tem início na colheita da fruta e termina com a exportação do produto. "Matão tem uma economia cíclica, ou seja, contrata muito entre os meses de maio e janeiro, fevereiro e depois também registra os piores índices da região, principalmente nos meses de março e abril. Isso ocorre porque as contratações têm início junto à safra da laranja. Estamos entrando na safra dos produtos cítricos este mês e isso movimenta muito o setor da agropecuária e indústria, já que são contratadas pessoas para todas as etapas da produção de cítricos", explica Moacir Bertaci, secretario da Fazenda de Matão.
O suco de laranja produzido no município é o principal produto de exportação da cidade. Em maio, foram exportados 272.242.954 quilos de sucos de laranja (congelado, não congelado e fermentado). O volume represa 78,94% das exportações da cidade, que é complementada por outras frutas, doces, tintas e máquinas agrícolas.
A cidade ficou ainda com a maior variação de empregabilidade no setor industrial, segundo dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), entre todas as 34 regionais do órgão no Estado, com 8,6%. A cidade ficou acima de municípios importantes como Araraquara, em quinto lugar, com variação de 2,2%; Campinas com 0,4%; São Paulo (Capital) com -0,4%; e São Carlos, -0,9%.
Américo tem pior resultado da Região
Do lado oposto da tabela do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) na área da Associação dos Prefeitos da Região de Araraquara (Apra) está Américo Brasiliense. Além de ter o pior desempenho, com um -136 postos de trabalho, a cidade foi a única das dez avaliadas com saldo negativo no período. O município registrou 355 admissões e 491 desligamentos no mês passado, uma variação de -1,60% em relação ao mês anterior. Em 2010, Américo havia fechado maio com saldo positivo de 91 postos de trabalho, sendo 434 cargos criados e 343 desligamentos.
Segundo Dirce Lauto Guimarães de Oliveira, coordenadora do Centro de Atendimento ao Trabalhador (Ceat) de Américo Brasiliense, nenhuma empresa da cidade demitiu funcionários em massa e essa negatividade deve-se mesmo pela rotatividade de pessoas na safra da cana-de-açúcar.
Ainda de acordo com Dirce, um dos principais problemas enfrentados na cidade é a falta de qualificação. "As empresas têm um grande número de vagas a serem preenchidas, no entanto, encontram dificuldades para contratar, devido à falta de qualificação de parte da população."
Para diminuir o problema, o Ceat e o Fundo Social da cidade vêm desenvolvendo cursos de capacitação, em especial de metalurgia e calderaria, especializações mais procurados pelos empregadores.
As demais cidades da Região registraram variação entre 5,93% e 0,33%, mantendo a positividade em seus saldos.